Qualquer pessoa que utiliza uma conta bancária conhece o desafio de acompanhar o dinheiro disponível para pagar as despesas. O objetivo desse controle é garantir que as entradas sejam maiores do que as saídas. Esse movimento de recursos para dentro e para fora da conta representa o fluxo de caixa.
As empresas funcionam de forma semelhante. Assim como uma família acompanha o próprio orçamento, o negócio precisa monitorar seu caixa para manter um saldo positivo ou, quando necessário, antecipar períodos de aperto e buscar recursos em outras fontes.
Imagine um cenário comum: a empresa fecha um mês bastante lucrativo, com vendas acima do previsto. À primeira vista, o resultado sugere folga financeira e crescimento sólido.
No entanto, à medida que as obrigações começam a ser consideradas, o quadro muda. É preciso pagar fornecedores ou matérias-primas, cobrir as despesas operacionais do mês, arcar com custos de frete e processamento de pedidos, quitar a folha de pagamento e recolher impostos. Somam-se a isso os investimentos em mídia paga, como anúncios em plataformas digitais, além de eventuais parcelas de empréstimos contratados anteriormente.
Quando todas essas saídas entram na conta, fica claro que um bom volume de vendas nem sempre se traduz, automaticamente, em caixa disponível. É aí que a importância do controle de fluxo de caixa se torna evidente.
E, ainda que fazer a contabilidade seja um desafio para pequenos negócios, não há como contornar a situação. Afinal de contas, são os registros contábeis que vão ajudar você a monitorar, gerenciar e otimizar o crescimento de sua empresa ao longo do tempo.
A seguir, saiba mais sobre fluxo de caixa e como ele funciona, e tire as dúvidas mais recorrentes sobre o tema.
O que é fluxo de caixa?
O fluxo de caixa é um registro tanto do dinheiro recebido (entrada de caixa) quanto do dinheiro pago (saída de caixa) durante um período específico. Uma gestão eficaz de fluxo de caixa garante que haja mais entradas do que saídas.
Além de monitorar toda a movimentação de receitas de uma empresa, essa ferramenta de contabilidade também serve para:
- Definir o saldo disponível e o capital de giro de uma empresa
- Controlar receitas e despesas
- Acompanhar entradas e saídas de dinheiro
- Apurar prejuízos e identificar pontos fracos
- Organizar a parte operacional e ajustar o pagamento de tributos e impostos
- Oferecer uma visão mais ampla da saúde do negócio, para definir estratégias futuras de mix de marketing e expansão sem entrar no vermelho
É bom lembrar que contas a receber (valores devidos à empresa) e contas a pagar (valores que a empresa deve a terceiros) não entram diretamente no fluxo de caixa. Esses itens são registrados em outro demonstrativo financeiro, o balanço patrimonial, que apresenta os ativos e passivos totais do negócio. Os valores só passam a impactar o fluxo de caixa quando são efetivamente recebidos ou pagos, momento em que são reconhecidos como entradas ou saídas de caixa.
Fluxo de caixa vs. lucro
O lucro e o fluxo de caixa de uma empresa podem ser bem diferentes, devido aos diferentes métodos de contabilidade. As demonstrações de resultados (também chamadas de demonstrações de lucros e perdas) usam contabilidade por competência, o que significa que vendas, despesas e lucros são registrados conforme são incorridos em um determinado período, independentemente de quando o dinheiro é recebido ou pago.
Então, por exemplo, uma empresa que vende R$ 10 milhões em mercadorias durante um determinado período registra o valor total na demonstração de resultados, mesmo que todos os R$ 10 milhões ainda não tenham sido coletados dos clientes.
Da mesma forma, se as despesas são de R$ 8 milhões, elas são totalmente registradas porque foram incorridas durante esse período, mesmo que o pagamento de algumas das despesas tenha sido adiado.
A contabilidade de caixa, em contraste, registra apenas a parte das vendas que foram coletadas no período e a parte das despesas que foram realmente pagas.
Além disso, é sempre bom lembrar que o fluxo de caixa para pequenas empresas também pode ajudar na tomada de decisões importantes.
Por exemplo: com base no demonstrativo ou nos resultados dos últimos meses, você pode definir se vai ser melhor para o seu bolso investir em uma campanha de remarketing ou então apostar em estratégias de crescimento orgânico nas redes sociais, como Instagram Stories ou TikTok.
O fluxo de caixa também pode indicar se vale a pena trocar de fornecedor de produto, buscar uma matéria-prima mais barata ou se está na hora de conversar com os seus parceiros de frete e envio de mercadorias.
💡Dica: o controle de entradas e saídas das receitas de um negócio pode ser feito diariamente, semanalmente, mensalmente ou até anualmente. Tudo vai depender do seu planejamento financeiro e do seu regime de competência, mas, de modo geral, é recomendado que pequenas empresas façam o controle diário ou semanal.
A importância do fluxo de caixa
O fluxo de caixa é importante para as empresas porque essencialmente mantém as portas abertas e as luzes acesas. As empresas devem manter um fluxo de caixa positivo ou ser capazes de antecipar um possível fluxo de caixa negativo buscando (ou levantando) dinheiro de outras fontes.
Manter um fluxo de caixa positivo garante que você possa pagar contas, incluindo salários, aluguel e fornecedores. Sem fluxo de caixa suficiente, você pode ter dificuldades para cumprir obrigações financeiras, levando à potencial insolvência.
Um fluxo de caixa adequado também permite que uma empresa invista em novas oportunidades, expandindo para novos mercados, desenvolvendo novos produtos ou adquirindo outras empresas. Ele fornece a flexibilidade financeira necessária para buscar estratégias de crescimento.
Um fluxo de caixa saudável também ajuda as empresas a enfrentar tempestades inesperadas, como recessões econômicas ou interrupções na cadeia de suprimentos. Além disso, torna as empresas mais atraentes para investidores e credores quando precisam de financiamento externo.
Tipos de fluxo de caixa para uma empresa
- Fluxo de caixa simples
- Fluxo de caixa operacional
- Fluxo de caiza de financiamento
- Fluxo de caixa investimentos
- Fluxo de caixa livre
- Fluxo de caixa livre não alavancado
- Fluxo de caixa incremental
- Fluxo de caixa descontado
É claro que não adianta só saber o que é fluxo de caixa: você também precisa saber quais tipos existem para decidir qual deles vai funcionar melhor para o seu negócio.
Os principais tipos de fluxo de caixa que você certamente vai encontrar em qualquer sistema de gestão incluem:
Fluxo de caixa simples
O fluxo de caixa simples é a maneira mais direta e descomplicada de fazer a gestão financeira de um negócio. Como recurso contábil, esse formato de fluxo de caixa serve para controlar todas as entradas e saídas de dinheiro da empresa durante um período pré-determinado de tempo.
Idealmente, um bom fluxo de caixa simples deve incluir as receitas recorrentes e variáveis de uma empresa, como:
- Entradas (ou recebimentos) variáveis, que podem ser desde pagamentos de clientes até percentuais ou retornos de investimentos em estratégias de publicidade, como e-mail marketing ou marketing de conteúdo.
- Saídas (ou despesas) variáveis, como pagamento de impostos ou tributos, declaração de imposto de renda, custos com troca e/ou devolução de mercadoria e outros.
- Saídas (ou despesas) recorrentes, como salário da equipe e até mesmo mensalidades de serviços usados pela loja: internet, serviço de chat ao vivo, programa pago para envio de newsletter e mais.
- Previsão de entradas e saídas futuras, como pagamentos provenientes de vendas parceladas, seguro do carro da empresa ou projeção de vendas por conta de datas comemorativas, como Páscoa ou a Black Friday.
O fluxo de caixa simples é indicado para pequenos empreendedores e para quem está começando a se aventurar no e-commerce no Brasil, já que muitas vezes é feito manualmente e sem o auxílio de ferramentas ou softwares de planejamento financeiro.
A maior vantagem desse formato de fluxo de caixa é o fato de que ele pode ser usado como uma porta de entrada para fluxos de caixa mais robustos, como os que você verá abaixo. Vale lembrar também que, para conseguir dados corretos, você precisa levar em consideração o regime de competência da empresa e fazer os lançamentos na data em que eles acontecerem.
Fluxo de caixa operacional
O fluxo de caixa operacional (FCO) acompanha o dinheiro gerado pelas atividades principais de uma empresa, como a produção e a venda de bens ou serviços. Ele considera os valores recebidos das operações, descontando as despesas em dinheiro necessárias para manter o negócio em funcionamento, como custos dos produtos vendidos e despesas administrativas.
Esse é um dos indicadores mais relevantes, pois mostra se a empresa é financeiramente viável e capaz de gerar caixa de forma recorrente para pagar suas obrigações, sem depender de financiamento externo.
Trocando em miúdos: o FCO é o fluxo de caixa responsável por colocar na ponta do lápis todas as entradas e saídas de dinheiro que se relacionam às operações da loja, como:
- Receita gerada em vendas online ou presenciais.
- Custos de produção e fabricação de produto, caso a marca trabalhe com o modelo de fabricação própria (é o caso de uma loja especializada em pins esmaltados artesanais, por exemplo).
- Custos com o fornecedor, caso a loja trabalhe com produtos para revenda ou tenha se especializado nos nichos de dropshipping e impressão sob demanda.
- Custos de frete e manuseio (seja com os Correios, transportadoras ou apps parceiros).
- Gastos internos, como folha de pagamento da equipe, aluguel da loja física e mensalidade do provedor de internet.
Isso também significa que o fluxo de caixa operacional não considera receitas, custos ou investimentos como estratégias de marketing, esforços de tráfego pago ou otimização do funil de conversão. Ou seja, o FCO calcula apenas a parte operacional da empresa, e não as finanças como um todo.
Mas isso não diminui a sua importância como recurso contábil. Na verdade, o fluxo de caixa operacional é essencial para não só determinar o capital de giro de uma empresa, mas também para avaliar se a empresa está gerando o suficiente para manter um bom desempenho financeiro.
A forma de calcular o fluxo de caixa operacional pode variar conforme o nível de detalhamento adotado. Muitas empresas apresentam esse valor diretamente na demonstração de fluxo de caixa. Quando isso não ocorre, é possível estimá-lo por meio de uma fórmula básica:
Lucro líquido + despesas não-caixa - mudança no capital de giro - impostos = fluxo de caixa operacional
As despesas que não envolvem saída de caixa, registradas na demonstração de resultados, são adicionadas ao fluxo de caixa. Entre elas estão a depreciação de ativos e a remuneração baseada em ações. Já a variação líquida do capital de giro — calculado como ativos circulantes menos passivos circulantes — é subtraída. Os impostos também são descontados, pois representam pagamentos efetivos em dinheiro.
O cálculo do fluxo de caixa operacional é especialmente relevante para marcas e lojas que trabalham com formas de pagamento parcelado ou a prazo, até porque esses recebimentos só caem no caixa da loja depois de um mês ou mais. Por isso, é importante saber quando (e quanto) você vai receber para poder projetar os custos operacionais dos próximos meses.
Além disso, vale lembrar que o fluxo de caixa operacional pode dar um resultado positivo ou negativo. Se for positivo, você pode comemorar: significa que a empresa está conseguindo se sustentar e que os custos operacionais não estão atrapalhando as receitas e a geração de lucro.
No entanto, um FCO negativo é sinal de alerta, porque indica que sua empresa está entrando no vermelho sem nem dar conta de cobrir os custos operacionais mais básicos.
Fluxo de caixa de financiamento
O fluxo de caixa de financiamento contabiliza o dinheiro que a empresa recebe de fontes externas para financiar suas operações, incluindo receitas de empréstimos ou vendas de títulos, venda de participação acionária para algum investidor ou oferta pública de ações. Também considera os desembolsos destinados ao pagamento do principal de empréstimos ou títulos, à recompra de ações ou participações societárias e ao pagamento de dividendos. Os juros pagos sobre empréstimos e títulos, por sua vez, são registrados no fluxo de caixa operacional.
Em resumo, o fluxo de caixa de financiamento mostra o quanto uma empresa está dependendo de fontes externas de dinheiro, em vez de dinheiro gerado internamente pelas operações.
Fluxo de caixa de investimentos
Este tipo de fluxo rastreia dinheiro gasto ou recebido para comprar e vender ativos comerciais, como propriedades e equipamentos. Também inclui dinheiro gasto para comprar ações, títulos ou outros valores mobiliários, além de quaisquer dividendos ou pagamentos de juros recebidos desses investimentos.
Embora o fluxo de caixa de investimentos possa apresentar saldo negativo, isso não representa, necessariamente, um sinal de alerta quando os recursos são aplicados em ativos capazes de gerar receita, como estoque, ou em iniciativas como pesquisa e desenvolvimento, que podem resultar em vendas e lucros futuros.
Fluxo de caixa livre
O fluxo de caixa livre é simplesmente quanto dinheiro você tem para operar, menos gastos para manter ou atualizar os ativos do negócio, como fábricas e escritórios. Tal gasto é chamado de despesa de capital, ou capex, e a fórmula é:
Fluxo de caixa das operações - CAPEX = fluxo de caixa livre
O fluxo de caixa livre é um indicador amplamente utilizado por analistas financeiros e gestores, pois revela a força financeira de um negócio ao mostrar quanto dinheiro está disponível para expansão, aquisições, pagamento de dividendos, recompra de ações ou quitação de dívidas. Ele também indica o grau de autonomia da empresa, ou seja, sua capacidade de operar e crescer sem depender de financiamento externo.
Esse indicador é calculado a partir do fluxo de caixa operacional e representa o capital excedente que permanece no caixa após todas as despesas e investimentos necessários. Por esse motivo, o fluxo de caixa livre reflete diretamente a eficiência com que a empresa converte suas operações em recursos disponíveis.
Fluxo de caixa livre não alavancado
O fluxo de caixa livre não alavancado é o dinheiro que uma empresa tem sobrando depois de ter feito investimentos em seus ativos, mas antes de ter pago juros por dívidas.
Esse indicador não considera os custos associados a dívidas utilizadas na operação do negócio, que normalmente assumem a forma de empréstimos bancários ou títulos. Assim, o fluxo de caixa livre não alavancado representa o volume de recursos disponível antes da dedução das despesas com juros. Por esse motivo, é amplamente utilizado por analistas financeiros e gestores de investimento em avaliações de desempenho e valuation.
Fluxo de caixa incremental
O fluxo de caixa incremental é usado para avaliar a rentabilidade de projetos ou investimentos específicos, apoiando a tomada de decisão sobre quais iniciativas priorizar. Ao estimar o impacto adicional no caixa, as empresas conseguem comparar resultados esperados entre diferentes projetos e identificar aqueles com maior potencial de retorno para direcionar seus recursos,
Fluxo de caixa descontado
O fluxo de caixa descontado (FDC) é um método utilizado para estimar o valor de um ativo com base na projeção dos fluxos de caixa que ele deve gerar no futuro. Seu principal objetivo é chegar a um valor teórico, como o preço justo de uma empresa ou de uma ação, permitindo avaliar se um ativo está subvalorizado ou supervalorizado.
Além de ser amplamente empregado em processos de valuation e venda de empresas, o FCD também é uma ferramenta estratégica para marcas que precisam projetar lucros, planejar expansões, estruturar projetos de longo prazo ou atrair investidores e parceiros. De forma geral, o método parte do histórico financeiro da empresa — receitas e despesas — para estimar seu potencial de geração de caixa ao longo do tempo.
O cálculo do FCD considera fatores como
- Fluxo de caixa estimado, que nada mais é do que uma projeção do fluxo de caixa futuro feita com base no fluxo de caixa atual.
- Taxa de desconto, que considera o capital da empresa e os riscos envolvidos naquele nicho de mercado.
- Valor residual, que é o valor da empresa ou do produto que ela vende ao fim de sua vida útil.
A fórmula do cálculo é a seguinte:
FCD = projeção de faturamento / (1 + taxa de desconto) elevado ao número de períodos
Por ser uma ferramenta de projeção, o fluxo de caixa descontado é uma peça-chave para marcas e empresas que querem:
- Montar um plano de negócios para atrair novos investidores e novas fontes de capital.
- Definir as próximas etapas de expansão, como a migração de uma loja física para o ambiente online ou vice-versa.
- Investir em novas frentes, como realidade aumentada e recursos de comércio unificado.
- Organizar o fluxograma de contratação de pessoal ou investimento em ferramentas, como plataformas de videoconferência.
Previsão de fluxo de caixa
Assim como uma empresa cria um orçamento e uma previsão sazonal para crescimento de vendas e rentabilidade, ela pode considerar uma previsão para fluxo de caixa. Uma fórmula simples poderia ser:
Saldo de caixa inicial + entradas projetadas - saídas projetadas = previsão de fluxo de caixa
As projeções podem precisar incorporar mudanças esperadas em preços e custos ao longo do período analisado. Por exemplo, um negócio pode prever um aumento de 10% nos custos de produtos e despesas operacionais e, ao mesmo tempo, planejar um reajuste de 12% nos preços. Além disso, as previsões de fluxo de caixa exigem acompanhamento e ajustes contínuos, de acordo com o comportamento real das entradas e saídas de dinheiro.
Exemplo de fluxo de caixa
Aqui está um exemplo hipotético de fluxo de caixa, baseado em contabilidade por competência versus contabilidade de caixa:
Um empreendedor do setor de roupas esportivas viu o negócio crescer para cerca de R$ 10 milhões em vendas mensais. Com despesas de R$ 8 milhões, o lucro operacional chega a R$ 2 milhões. No entanto, metade dessas vendas (R$ 5 milhões) ocorre com prazo de pagamento de 30 dias, o que significa que apenas R$ 5 milhões entram em caixa imediatamente.
Ao mesmo tempo, o empreendedor paga R$ 4 milhões das despesas mensais à vista, enquanto os R$ 4 milhões restantes ficam para pagamento em 30 dias.
Assim, embora o lucro do negócio tenha sido de R$ 2 milhões, o fluxo de caixa do período foi de apenas metade desse valor:
R$ 5 milhões em vendas à vista − R$ 4 milhões em despesas à vista = R$ 1 milhão.
A contabilidade por competência é guiada por algo chamado princípio da correspondência: vendas para um período específico são correspondidas com despesas associadas à produção das vendas. Então no exemplo acima, os R$ 10 milhões em vendas e R$ 8 milhões em despesas são correspondidos no mesmo período, em vez de apenas a parte em dinheiro de cada um na contabilidade de caixa.
Dicas para gerenciar o fluxo de caixa
Faça a previsão das despesas
Uma boa gestão de fluxo de caixa simples começa com uma bela organização: por isso, a primeira coisa a fazer é listar todas as suas obrigações financeiras em andamento.
Comece fazendo uma lista de tudo que você tem que pagar: aluguel, salários, publicidade, taxas de uso de software, amortizações de empréstimos e por aí vai.
Vale especificar também de que forma aquela despesa é usada, quanto ela custa e quando é seu vencimento. É provável que você se esqueça de algumas coisas, então analise o extrato da sua conta e do cartão de crédito para ver se não deixou passar nada.
Faça a previsão da receita
Outra coisa que não pode faltar é a previsão da receita, até porque muitos negócios passam por épocas de pouco movimento e de baixo movimento. Portanto, é preciso se planejar.
A ideia aqui é tentar registrar dados com precisão: quanto melhor estabelecido for o seu negócio, mais fácil vai ser fazer essa previsão.
Comece escrevendo todas as suas receitas garantidas, como contratos de longo prazo ou receitas provenientes de clubes de assinatura. O mesmo vale para estratégias de retenção de clientes que já estão consolidadas. Essas entradas são importantes para estimar se esses números vão subir, descer ou permanecer iguais.
No entanto, se você está concentrando seus esforços em atrair clientes e grande parte das suas vendas está vindo de novos leads, pode ser mais difícil calcular essa estimativa. Ainda assim, é possível ter uma boa ideia do que esperar nas próximas semanas e meses.
Planilha de fluxo de caixa: vale a pena?
Como você deve ter percebido pelas explicações sobre o que é fluxo de caixa e como ele funciona, essa ferramenta de contabilidade é um suporte importante para monitorar as entradas e saídas de receitas de empresas.
E você também deve ter reparado que existem muitos tipos e formatos de fluxo de caixa e que cada um oferece um tipo de análise diferente. Pois bem: em termos de viabilidade, a planilha de fluxo de caixa costuma exigir o trabalho manual de inserir todas as movimentações financeiras da loja, o que pode ser um pouco trabalhoso para empresas muito grandes ou em expansão.
Por isso mesmo, é um recurso que costuma funcionar apenas para empreendedores e empreendedoras que querem trabalhar com o fluxo de caixa simples e que estão administrando marcas de pequeno porte.
Além disso, também vale a pena lembrar que as planilhas de fluxo de caixa simples dificilmente terão os recursos para gerar relatórios e análises detalhados sobre as movimentações da empresa, então talvez seja melhor investir em alguma ferramenta mais robusta a longo prazo.
Fluxo de caixa é essencial para qualquer negócio
No início de um negócio, é comum não imaginar que o trabalho envolverá planilhas e controles financeiros. Ainda assim, esses processos menos visíveis são essenciais para o sucesso. Sem visibilidade sobre o fluxo de caixa futuro, a empresa pode enfrentar dificuldades para manter a operação.
Felizmente, calculadoras, modelos e fórmulas ajudam a estruturar esse controle, facilitando a gestão do caixa e a melhoria da rentabilidade.
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Perguntas frequentes sobre fluxo de caixa
O que é fluxo de caixa em termos simples?
Fluxo de caixa é o movimento de dinheiro que entra e sai de um negócio (ou das finanças pessoais) ao longo de um período. Ele mostra a variação do caixa disponível em um intervalo de tempo específico.
O que é uma demonstração de fluxo de caixa?
A demonstração de fluxo de caixa é um relatório financeiro que detalha todas as entradas e saídas de dinheiro de uma empresa em determinado período. Ela ajuda a analisar liquidez, solvência e a capacidade de manter as operações.
O que o fluxo de caixa revela sobre um negócio?
O fluxo de caixa indica o nível de eficiência com que uma empresa administra seus recursos financeiros, mostrando sua capacidade de gerar caixa para operar, pagar dívidas e investir em crescimento. Também oferece uma visão clara da saúde financeira do negócio.
Fluxo de caixa é o mesmo que lucro?
Não. Lucro é a diferença entre receitas e despesas registradas, enquanto o fluxo de caixa reflete o dinheiro que efetivamente entra e sai do caixa. Uma empresa pode ser lucrativa e, ainda assim, enfrentar dificuldades de caixa.
O que é um fluxo de caixa saudável?
Um fluxo de caixa saudável é positivo e recorrente, quando a empresa gera mais dinheiro do que gasta. Isso permite cobrir despesas operacionais, investir, pagar dívidas e manter estabilidade financeira.
O que é uma boa proporção de fluxo de caixa?
Em geral, uma proporção acima de 1 é considerada positiva. Ela indica que o fluxo de caixa operacional é suficiente para cobrir os passivos de curto prazo. Essa proporção é calculada dividindo o fluxo de caixa operacional pelos passivos correntes
Como começar a projetar fluxo de caixa?
A projeção de fluxo de caixa parte de estimativas realistas de receitas e despesas futuras. O processo pode ser estruturado da seguinte forma:
- Definir premissas como crescimento de vendas, reajustes de preços, sazonalidade e aumento de custos.
- Estimar receitas futuras com base em tendências do mercado e decisões internas.
- Listar entradas de caixa previstas, como vendas, empréstimos, incentivos ou aportes.
- Relacionar todas as despesas esperadas, incluindo fornecedores, salários, investimentos e dívidas.
- Consolidar as informações para visualizar a posição futura do caixa.
Qual é o principal objetivo da gestão de fluxo de caixa?
Na gestão de fluxo de caixa de pequenas empresas, o objetivo principal é acompanhar a diferença entre dinheiro recebido e gasto, permitindo prever necessidades futuras e manter o negócio operando mesmo em períodos de incerteza.
Por que a gestão de fluxo de caixa é tão importante na gestão de custos?
O controle do fluxo de caixa é essencial para planejar e administrar custos, pois ajuda a garantir que a empresa consiga honrar compromissos como pagamento de fornecedores, funcionários, aluguel e demais despesas operacionais, sem comprometer a sustentabilidade financeira..


