As tendências de design gráfico seguem ciclos: o minimalismo sucede ao maximalismo, a nostalgia à inovação, o monocromático às cores vibrantes, e assim sucessivamente. O design contemporâneo reflete uma tensão crescente entre 2 blocos antagónicos: a rejeição da esterilidade digital e o regresso da ornamentação.
Por um lado, há um movimento que quer imperfeição, textura e relevos. Por outro, há visuais arrojados e impactantes que estão de regresso. Saiba mais sobre as tendências de design gráfico em voga e aquelas que poderão emergir nos próximos anos.
Principais tendências de design gráfico
- Rabiscos despretensiosos
- Scrapbook estruturado
- Maximalismo minimalista
- Hipercor
- Historicismo estranho
As mudanças estéticas raramente se enquadram em categorias bem definidas. Há elementos de um movimento que se infiltram noutro, e o que começa como uma experiência de nicho pode tornar-se a próxima tendência. As 5 tendências emergentes de design gráfico que se seguem oferecem uma perspetiva sobre o rumo das coisas, cada uma responde às mesmas tensões subjacentes à sua própria maneira:
Rabiscos despretensiosos
Num mundo onde qualquer pessoa pode gerar ilustrações impecáveis com um clique, a atitude mais rebelde que um designer pode adotar é desenhar algo feio. Os rabiscos despretensiosos representam a rejeição deliberada do polimento — desenhados à mão, imprecisos e quase sempre grosseiros. Mas, ao contrário das estéticas naïf ou de arte popular do passado, isto não se trata de uma pintura charmosa e acolhedora. Não há textura caprichosa de um lápis de cera, nem pinceladas cuidadosamente imperfeitas. Em vez disso, os rabiscos despretensiosos abraçam um tipo muito específico de desleixo — mais mal feito do que esboço artístico. Estas formas irregulares e cruas, desenhadas de forma desajeitada, rejeitam o polimento elegante em favor de algo que parece puramente instintivo, imitando uma mão humana que não é treinada.
Os elementos-chave incluem:
- Traços soltos e trémulos: linhas oscilantes e irregulares que parecem apressadas ou instáveis.
- Nativa do digital: marcas digitais como rabiscos feitos no iPad ou linhas do Microsoft Paint.
- Uma abordagem minimalista aos layouts: esquemas de cores a preto e branco ou fundos sólidos para destacar os rabiscos.
A inteligência artificial (IA) generativa tornou-se competente a imitar materiais do mundo real — pinturas a óleo falsas, esboços realistas a lápis, arte popular texturizada. Aquilo com que tem dificuldade é com as marcações desajeitadas e de baixo esforço típicas da preguiça humana. A IA pode replicar perfeitamente um desenho a carvão, mas é mais difícil fazê-la criar algo que pareça ter sido rabiscado no Microsoft Paint em dois segundos. É aí que os rabiscos despretensiosos prosperam: acenam à imediatez das ferramentas digitais, mas combatem a sua precisão infalível. O efeito é algo cru, que não é polido e claramente sem a destreza do treino — contudo, estas escolhas são intencionais.
Fonte: Good Sh*t
Fonte: Radford
Esta estética está a aparecer em branding e design de embalagens, costuma ser combinada com o minimalismo austero para realçar o contraste entre um design cuidadosamente elaborado e uma execução deliberadamente desleixada. A marca de cuidados de pele Radford e a marca de refrigerantes probióticos Good Sh*t vão ainda mais longe nesta estética, com logótipos e embalagens que parecem quase de alguém que não se quer esforçar (usam lápis de carvão do ensino básico) combinados com fontes sans serif limpas e contemporâneas e espaço em branco amplo para garantir que o público sabe que a escolha foi propositada.
Fonte: Emmy Squared Pizza
O trabalho da agência de design Saint Urbain para o grupo de restauração Emmy Squared Pizza apresenta mascotes com características oscilantes e desproporcionadas que lembram um projeto da pré-primária. Alex Ostroff, diretor criativo executivo da Saint Urbain, afirma que a tendência é "certamente uma resposta à IA e ao desejo de um design que pareça inequivocamente humano. Além disso, o sector da alimentação e bebidas é mais pessoal do que qualquer outra indústria — estamos muito ligados, emocionalmente, às nossas memórias alimentares. Para a Emmy Squared, o nosso cliente tinha manifestado interesse em 'canibais de pizzas estranhos', e nós simplesmente avançámos com esta ideia. Queríamos que parecessem algo que uma criança traquina teria desenhado numa toalha de papel enquanto estava aborrecida durante o jantar com os pais.".
Scrapbook estruturado
Os designers sempre gostaram de guardar coisas, mas só nos últimos tempos é que guardar coisas começou a ser considerado design por si só — e a tendência emergente de "scrapbooking estruturado" é algo muito próprio de designers. É visualmente preciso, metódico e cuidadosamente curado, foca-se em preservar momentos e colecionar referências. Elementos fragmentados e texturas físicas são sobrepostos com intenção: o papel é rasgado de forma calculada, e os autocolantes e carimbos parecem deliberados, em vez de aleatórios.
Os elementos-chave incluem:
- Texturas de papel em camadas: bordas rasgadas, elementos colados com fita-cola e recortes digitais organizados com precisão.
- Gráficos tipo carimbo e autocolante: selos estilo carimbo postal, decalques ovais e autocolantes falsos que trazem estrutura.
- Composições de técnica mista: mistura de fotografia, desenhos do momento digitalizados e elementos desenhados à mão.
Um dos elementos-chave que torna o scrapbook estruturado distinto é o uso de decalques, carimbos, autocolantes e fita-cola — não apenas como embelezamentos, mas como ferramentas de uma composição. Estes elementos dão uma estrutura, ancoram o texto ou imagens enquanto adicionam uma sensação de tatilidade. Selos carimbados, carimbos postais falsos e decalques ovais criam uma sensação de autenticidade, reforçam a ideia de que se trata de uma coleção curada em vez de uma colagem arbitrária. A fita-cola, seja digital ou real, aparece como um motivo visual — por vezes nítida e gráfica, outras vezes translúcida e sobreposta a imagens como se estivesse fisicamente afixada à página.
Fonte: Porto Rocha
A Porto Rocha criou uma identidade de marca para o Tudum, a plataforma editorial da Netflix, que abraça a colagem eclética no mundo digital, faz a junção de materiais vintage impressos, texturas digitalizadas e recortes arrojados numa estética com muita energia que parece arquivística e contemporânea.
O scrapbook estruturado brinca com a realidade — mistura o digital e o analógico de forma perfeita para parecer intemporal e atual. A preferência por texturas físicas e desenhos do momento em camadas explora um interesse mais amplo na responsabilidade ambiental e sensibilidades DIY, já a sua abordagem editorial polida é ideal para apresentar produtos — afinal, os scrapbooks tendem a refletir aquilo de que as pessoas gostam. Isto torna a tendência muito eficaz para marcas que procuram criar experiências de embalagem e retalho visualmente cativantes e táteis.
Maximalismo minimalista
Nos últimos anos tem-se alternado entre o minimalismo chique dos anos 2010 e o maximalismo estimulante de dopamina pós-COVID, o maximalismo minimalista tenta (finalmente) encontrar um equilíbrio entre os dois. Esta tendência procura capturar o discreto e a extravagância, ao fazer um movimento arrojado e expressivo enquanto mantém tudo o resto contido. Isto pode traduzir-se num logótipo distintivo e de forte impacto visual, aplicado sobre uma embalagem de design minimalista. Em alternativa, pode assumir a forma de uma fotografia de grandes dimensões que domina a composição, enquanto os restantes elementos do design permanecem sóbrios, limpos e discretos.
Os elementos-chave incluem:
- Tipografia arrojada e de grandes dimensões: grande e confiante a funcionar como um ponto central do design.
- Pontos focais fortes com layouts contidos: com um único elemento de elevado impacto equilibrado por algum espaço negativo.
- Estilos de tipo contrastantes: combinação de fontes volumosas ou decorativas com tipos sans limpos e simples.
As marcas estão a abraçar esta abordagem porque faz o minimalismo parecer menos genérico e o maximalismo mais acessível. Se for demasiado despojado, o design arrisca-se a parecer corporativo e fácil de esquecer; se for demasiado ruidoso, afasta o público. Ao contrário do minimalismo feio, que despoja um ambiente até que este tenha uma aparência estéril, o maximalismo minimalista encontra o meio-termo — dá personalidade sem sacrificar a clareza. Também reflete uma rejeição crescente do branding padrão e pronto a usar. O design está a tornar-se mais expressivo, mas de uma forma que ainda parece controlada.
A tipografia costuma ser o principal campo de batalha. O surgimento de logótipos de marca grandes e de grandes dimensões (especialmente no web design, onde as marcas adoram colocar um logótipo gigante no rodapé) é reflexivo desta alternância entre contenção e excesso. O trabalho do Second Marriage Studio para a Besties, uma marca de cuidados de pele para adolescentes, exemplifica isto: o seu logótipo multicolorido é ruidoso e divertido, mas está encaixado num sistema despojado — embalagem de cor única, tipografia sans-serif simples e desordem visual mínima.
Fonte: Besties
"A tendência minimalista deixava-me tão triste", afirma Erin Rommel, diretora criativa do Second Marriage Studio. "Sim, sempre surgia algum design bonito e intemporal, mas todas as marcas de D2C novas tinham uma sans serif limpa e uma paleta pastel empoeirada, começou a parecer falta de imaginação. Chamávamos-lhe 'minimalismo zombie' — os designs tornaram-se intermutáveis e sem alma. A simplicidade fica bem na prateleira da casa de banho, mas os traços de personalidade são cativantes, e as excentricidades são adoráveis. Não quero eliminá-las por uma questão de segurança.".
A identidade de marca do Caleb Vanden Boom Studio para a Clue Perfumery, segue a mesma linha de pensamento, apoia-se num logótipo de display peculiar que domina o rótulo, enquanto tudo o resto permanece limpo e contido. Este tipo de design funciona porque é confiante sem ser avassalador — há apenas uma declaração, com espaço para se destacar.
Fonte: Clue Perfumery
Hipercor
O presente parece um verdadeiro motim de cores. Paletas suaves e neutros de bom gosto estão a dar lugar a tons hipersaturados, contrastes chocantes e combinações de cores artificiais, quase radioativas. Ao contrário da ousadia cuidadosamente ponderada do maximalismo minimalista, que cria um grande movimento dentro de um layout que de resto é contido, o hipercor prospera no excesso. Combina cores que não deveriam funcionar juntas, leva o contraste ao limite e compromete-se em usar paletas de alta energia que exigem atenção.
Os elementos-chave incluem:
- Saturação arrojada: tons brilhantes como verdes, roxos e rosas.
- Uso de cor de elevado impacto: deixar que a paleta seja o ponto focal de um design.
- Composições divertidas: equilibrar cor arrojada com outras escolhas animadas.
Esta tendência tem muito em comum com as paletas de cores de outrora: as embalagens de cores ácidas e brilhantes dos bens de consumo dos anos 80, as cores arrojadas das capas dos livros “Uma aventura” e os tons grotescos e exagerados dos cromos da Panini. Embora o hipercor possa evocar a infância, não se trata de nostalgia. O que acontece é que, reflete a forma como a cor opera na cultura digital contemporânea: ecrãs ultrassaturados, paisagens oníricas geradas por IA e filtros de redes sociais que empurram os tons para a hiper-realidade. O hipercor usa o volume visual como estratégia de marca.
Fonte: Heyday Canning
O branding da Heyday Canning, criado pela Outline, abraça a tendência do hipercor com paletas ricas e tons sobre tons que se inspiram em designs de meados do século passado, mantém uma aparência arrojada, divertida e contemporânea. Entretanto, o trabalho do Earthling Studio para a marca de chá gelado Halfday abraça cores brilhantes audaciosas e contrastantes para canalizar a energia explosiva do branding das bebidas dos anos 90 — atualizado para o consumidor moderno e consciente da sua saúde.
Fonte: Halfday
Fonte: Bread & Butter Pickleball
O hipercor é especialmente eficaz em bens de consumo, onde a embalagem tem de se destacar tanto na loja como nas mãos dos influencers. Estas paletas não se resumem a ser chamativas — são feitas a pensar no envolvimento. Os tons néon e contrastes extremos são muito fotogénicos, destacam-se nos feeds de redes sociais e prosperam neste mundo altamente visual. Se uma cor parece demasiado ruidosa no ecrã, pode ser esse o objetivo.
Historicismo estranho
Os anos 1400 estão em voga (e não estamos a brincar). Os designers estão a recuar mais no tempo em busca de inspiração, andam a trocar referências de meados do século passado e visuais retro por algo mais estranho, mais sombrio e muito, muito mais antigo. Tipografia blackletter, padrões tipo tapeçaria e ornamentação intrincada estão e a imiscuir-se no branding, embalagens e identidades visuais, criando uma linguagem de design que parece histórica, mas que não pertence a uma era única.
Ao contrário das estéticas bem gastas dos anos 60, 70 e 80, esta tendência apoia-se em referências que parecem intocadas, obscuras e ricas em simbolismo. O historicismo estranho trata tanto da criação de mundos como de design. Em vez de pedir emprestados estilos antigos, os designers estão a criar novas linguagens visuais a partir de fragmentos do passado, a remisturar a história com algo desconhecido, mas evocativo. O resultado é branding e identidades visuais que exalam história — seja real ou inventada.
Os elementos-chave incluem:
- Tipografia blackletter e barroca: fontes de inspiração gótica com detalhes ornamentados.
- Padrões densos tipo tapeçaria: fundos altamente decorativos com floreados intrincados.
- Cores escuras e suaves: tons terrosos como castanhos ricos, verdes profundos, dourados desbotados e vermelhos dessaturados.
Fonte: Deborah Khodanovich
O projeto Gossip e tipografia da Deborah Khodanovich apresenta uma blackletter pixelizada ao lado de ilustrações inspiradas no ponto-cruz, faz uma fusão de tradições tipográficas medievais com estéticas digitais. Esta tendência estende-se para além do design gráfico, aliás, está presente na moda e design de interiores. São exemplos disso o fato de armadura inspirado na Joana d'Arc da Chappell Roan nos MTV Video Music Awards, as imagens da tour sob uma temática medieval da Halsey e o ressurgimento da cota de malha no design de interiores.
Parte deste ressurgimento é uma reação ao efeito de achatamento das estéticas digitais modernas. À medida que as tendências de design se tornaram cada vez mais simplificadas (dominadas pelo minimalismo, formas geométricas, fontes sans-serif e visuais gerados por IA) há uma procura crescente por complexidade, ornamentação e uma sensação de toque humano. O historicismo estranho oferece isto em abundância. O seu apelo reside na sua capacidade de transportar múltiplos significados simultaneamente: herança e rebelião, permanência e decadência, iluminação e escuridão.
Como incorporar tendências de design gráfico na sua estratégia visual
Quais destas tendências vão perdurar? Quais ficarão obsoletas até ao final do ano? E como é que os designers se envolvem com elas sem perder a sua própria voz?
Saltar de tendência em tendência é a forma mais fácil de fazer o seu trabalho parecer datado. Em vez de perseguir estéticas porque sim, eis como pode usar as tendências de uma forma que pareça intencional e original:
1. Resolva um problema
Antes de usar uma tendência, pergunte: isto torna o meu design melhor, ou apenas diferente? As melhores tendências resolvem um problema. O scrapbook estruturado, por exemplo, não é apenas uma estética — é também uma forma eficaz de adicionar tatilidade e camadas visuais a composições digitais que de outra forma seriam “planas”. O maximalismo minimalista, por outro lado, pode permitir aos designers manter as coisas limpas e legíveis enquanto injetam personalidade. Pense no que quer que a sua marca diga e isso servirá de guia para encontrar as tendências mais úteis para si.
2. Misture e combine
Os bons designs acontecem na interseção de múltiplas influências. Se algo é demasiado puro na ótica das "tendências", nunca terá um ar fresco. Em vez de copiar tendências, misture-as com referências inesperadas. O que acontece se combinar os tons de alto impacto do hipercor com a estrutura rígida da tipografia suíça? Ou se fundir a estranheza medieval do historicismo estranho com fotografias que tirou com uma digicam? A melhor forma de usar tendências é remisturá-las e combiná-las em algo inesperado.
3. Faça o alinhamento com a sua estratégia de marca
Nem todas as tendências funcionam para todas as marcas. Uma empresa fintech limpa e corporativa pode não beneficiar da natureza esotérica do historicismo estranho, e uma marca de luxo tradicional pode parecer ridícula ao adotar a estética rabiscada e DIY dos rabiscos despretensiosos. Mas e se estivermos a falar de uma marca de moda que quer quebrar as normas? Uma startup tecnológica que procura destacar-se? Podem encontrar algo único nestas tendências. O hipercor, por exemplo, faz sentido em indústrias onde as imagens que chamam a atenção são mais importantes — como no branding de alimentação, bebidas e desporto, onde a cor arrojada pode impulsionar o reconhecimento e a recordação. A chave é alinhar escolhas de design com estratégia.
4. Torne-a sua
A maior armadilha do design orientado por tendências é que pode tornar-se genérico num piscar de olhos — assim que algo se espalha pelos mood boards do TikTok e estudos de caso de branding, começa a parecer ultrapassado. A melhor forma de fazer as tendências funcionarem para si é infundi-las com a sua própria perspetiva.
Que referências pessoais, ideias ou influências pode trazer para uma tendência? Como pode subvertê-la? O objetivo nunca é acompanhar tendências por si só — é usá-las como matéria-prima para fazer algo novo.
Perguntas frequentes sobre tendências de design gráfico
Quais são as tendências de design gráfico atuais?
Rabiscos despretensiosos, scrapbook estruturado, maximalismo minimalista, hipercor e historicismo estranho são todos estilos de design digital em tendência.
Que designs atraem a Geração Z?
A Geração Z está interessada na estética de rabiscos despretensiosos porque reflete um impulso de design mais amplo: à medida que a tecnologia simplifica a obtenção de resultados perfeitos, alguns designers gráficos estão a fazer trabalho que parece descuidado (propositadamente) para desafiar as ideias tradicionais e abraçar os gestos digitais crus que as ferramentas de IA têm dificuldade em replicar. Esta rebelião faz-se tanto contra a automação como contra o design excessivo, e canaliza a estética casual e improvisada que já existe nos espaços online da Geração Z.
Como incorporo tendências de design gráfico nos visuais da minha marca?
Lembre-se de que as tendências são ingredientes de um processo criativo mais amplo. O grande design acontece na interseção de múltiplas influências. Se algo é demasiado "na moda", não parecerá fresco. Em vez de copiar tendências, misture-as com referências inesperadas e mantenha-se fiel à sua identidade de marca.

